segunda-feira, 4 de julho de 2011,01:14
Força Estranha

Ria-me enquanto seguia pela rua acima.


Quando se está acordado não há muito para fazer a não ser rir. Rir ajuda a esquecer. A esquecer os pesadelos da noite, a esquecer o medo do dia. Rir é fingir que há heróis e soluções. Rir é desculparmo-nos. Que não, não é por nós sermos óptimos, por fazermos tudo bem, que desaparecem as drogas, os estupros, as mortes.

Não é que o acto de rir seja em si uma droga, um alucinogénico que nos faz ver tudo de uma forma diferente. Não é que a contracção da face em forma de sorriso nos faça de repente esquecer tudo. Não se dá o caso de rir provocar amnésia selectiva. Não, nada disso. É que rir é um pouco o contrário de chorar. Não há ninguém que chore e que não ganhe uma mão no ombro, um comentário amigo, um sorriso de empatia. Não há ninguém que chore que não atraia pessoas preocupadas, assim como conjuturas sobre a vida alheia, mas esse não é o ponto. O ponto é que quem chora atrai pena, compaixão. Preocupação. Por conseguinte atrai curiosidade. As pessoas querem saber o que se passa connosco quando choramos.

Mas se rimos... Se rimos ninguém liga. Se rimos toda a gente se mantém na sua vida. Se rimos ninguém se pergunta se alguém morreu, se alguém foi despedido. Se rimos ninguém pensa em hospitais, em agulhas, em sangue. Se rimos ninguém pensa em motivos para se chorar. Ninguém.


E por isso eu ria-me enquanto seguia pela rua acima. Porque não sei não me rir. Porque nunca gostei de chorar.



 
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terça-feira, 29 de março de 2011,23:18
E mais importante ainda
Um dai ainda dou cabo do gajo que anda a escrever parvoíces neste blog.
 
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,23:07
Se não sabes onde vais, porque teimas em correr?
 
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011,23:53
Coisas
Ainda alguém lê isto? A sério?

É que deixei de escrever posts. Passei a escrever e-mails. Deixei de escrever o que penso. Passei a pensar o que escrevo. Deixei de assinar Pedro Caseiro. Passei a assinar PC. Deixei de fazer texto corrido. Passei a enumerar.

É que é giro. Faz o sangue fluir, a adrenalina subir... Mas de vez em quando sente-se a falta de parar, de olhar, de imaginar, de escrever... De vez em quando o pc (não o PC), deixa de ter informação e no ecrã branco nascem dragões em vez de números... Truques da imaginação do PC (não do pc).

Há engraçadas correlações entre posts. Há engraçadas correlações na minha vida. A minha vida, no geral, neste momento, é engraçada. E busy. Mas engraçada. Complicada numa pequena parte, ou pelo menos isso me foi transmitido, e, mesmo assim, engraçada.

Raios, que me rio. Conho.

E a rir faço um exercício. Pelo desafio. Para futura discussão.

Alegoria, Biltre, Catana, Discricional, Energumeno, Falange, Gíria, Hipotálamo, Idolatro, Jargão, Lacerar, Ministrar, Nenúfar, Obliterar, Penedo, Quinquénio, Reminiscência, Salafrário, Titubear, Ululante, Vilipendiar, Xisto, Zambéze.

Because I can. I fucking can. And it feels so good.

Sim, sim, amo-vos a todos. Agora txauzinho que hoje já não durmo 8 horas. Coisas.
 
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011,17:52
Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

William Ernest Henley
 
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terça-feira, 23 de novembro de 2010,21:37
Chega de saudade
Vai minha tristeza e diz-lhe que sem ela não pode ser. Diz-lhe uma prece, pede-lhe que regresse porque eu não posso mais sofrer. Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz. Não há beleza, é só tristeza e a melancolia... Que não sai de mim, não sai.


 
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010,00:37
Pêndulo
"Ele há coisas a acabar... Mas há tantas a começar. Ficar atento. Saber esperar. Saber dar tempo.

Ter ideias e sentir, estar atento ao que vai vir. Se eu não perder a esperança. Se eu souber aguentar...

Serei um estranho em terra estranha. Serei capaz de vontade tamanha.

Só sei que amar é querer-me a mim,
E querer-me a mim dá-me o poder,
De inventar, de conseguir,
De atravessar o grande rio.
Entre o voltar e o partir...
"
 
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010,15:04
E agora?
"You load sixteen tons and what do you get? Another day older and deeper in debt. St. Peter don't you call me 'cause I can't go. I owe my soul to the company store."

There are no such things as right choices.
 
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domingo, 18 de julho de 2010,22:50
Já não dizia nada há uns tempos
 
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terça-feira, 15 de junho de 2010,23:01
Lembrei-me de repente
Há coisa que nenhum de nós consegue imaginar, que são simplesmente demasiado más, em que não queremos nem pensar...

O que eu não concebo é um mundo onde não se sonhe. Onde não se acredite no impossível. Onde não se lute.

O que eu não concebo é este Portugal.
 
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